19 de agosto de 2014

O mundo todo não importa sem você

Eu poderia conhecer Veneza,
Passear de barco pela cidade do amor.
Mas nenhum romance chega aos pés da sua beleza
E ver os casais apaixonados só me traria dor.

Eu poderia conhecer Paris,
Onde os sonhadores românticos juram para sempre se amar
Mas tão longe estaria o que eu sempre quis,
Que nem La Tour Eiffel conseguiria me conquistar.

Eu poderia conhecer Dubai,
Mas de quê me importa a riqueza e a imponência?
Quando tudo o que me tem valor se esvai
E nem o luxo me faz esquecer a sua ausência.

Onde quer que eu vá sozinha
Não tem graça e não importa o lugar.
Porque entrelaçar a sua mão com a minha
Faz com que todo o resto deixe de importar.

[Mariana Siqueira]

Antes de te encontrar ...


Se nessa vida, como nas outras, eu fosse sua
Você me chamaria de esposa e seguraria minha mão.
Mas minha vida ainda não cruzou com a tua,
Por isso espero você chegar no meu portão.

O destino me disse que eu te reconheceria
Pelo cheiro, pelo sorriso e pelo olhar.
Que a tua voz me encontraria 
E faria o meu coração acelerar.

Assim, eu procuro noite e dia 
Sem nunca parar para descansar,
Debaixo do sol intenso ou da garoa fria,
O garoto que da solidão vai me resgatar.

O destino disse que ele também está me procurando
E que o Universo conspira ao nosso favor.
Um dia desses quando você acabar me encontrando
Verá em meus olhos séculos de amor.


Mariana Siqueira

11 de agosto de 2014

A Rosa

Era uma vez, um jardim encantado onde só entrava quem recebia permissão
Esse jardim cheio de flores se chamava coração.
Lá havia um tipo especial de flor, uma rosa alaranjada,
Ela amava todas as flores e por todas era amada.

Um rapaz mal intencionado, percebeu que a flor era especial 
E na calada da noite, sorrateiramente invadiu o roseiral.
Ele queria que a rosa embelezasse seu paletó,
Mal sabia que a rosa laranja por ele só sentia dó.

Ele a arrancou de seu solo fértil e pra longe a levou
A rosa murcha de tristeza aos poucos se fechou.
Aquela pequena flor que brilhava para quem a sorria
Agora a cabeça abaixava e chorando todos os dias vivia

Suas pétalas desbotadas já não embelezavam o terno do moço
Ele então arrancou pétala por pétala e as jogou no fundo do poço.
A pequena rosa que antes foi bonita e perfumada
Agora era história, lembrança de outra vida, uma vida em que foi amada.

O rapaz nunca mais roubaria de um jardim outra flor
Aquela rosa não podia ser colhida, devia ser plantada, ela se chamava amor.

Com o caule morto da rosa já despedaçada, o homem se deu a chorar.
Suas lágrimas e as poucas sementes do caule, fizeram no solo uma nova flor brotar.

E de algo que não deu certo, machucou e virou pó 
Surgiu uma nova roseira, bonita como só.
O amor agora foi cultivado com amor
E o homem aprendeu que só assim a vida floresce e só assim a vida dá flor.


Mariana Siqueira